domingo, 2 de agosto de 2009

Relato

Um mês, planos feitos e no final... Desfeitos.
Tudo deveria ter sido diferente, tudo devia ter estado dentro do meu controle. Onde errei? Ainda não sei. Sei que superei, e depois deixei de ter superado a perda dele. Eu não havia chorado pela sua perda aparentemente definitiva, forcei-me a pensar que o estava perdendo de vez (pensei que assim o sofrimento chegaria), e sem uma gota fugida dos meus olhos, prossegui. Vendo desta forma parecia que devia continuar com a minha vida, e assim o fiz. Conheci um menino ranzinza, e grosso, agradavel do jeito que escolheria como pretendente, seguiu-se uma aproximação fraca de ambas as partes, com regras feitas e ditadas indiretamente, não havia carinho ou compaixão, era só interesse... Pelo menos dá minha parte foi assim. E quando aconteceu foi horrível, a tensão me fazendo transpirar e as palavras plenamente presas em minha garganta seca, eu não o queria mais e também não desejava que este ato fosse visto de fora entregasse que o usei. Nos dias que seguiram eu não deixava a tensão por sequer um minuto, tentava me distrair, sorrir, porém sentia traindo a mim mesma. Foi então que ele me veio em mente, com seu jeito adorável, diferente de todos estes que pareciam me perseguir... Eu não o temia, confiava nele, mesmo sabendo que não devia. As lágrimas, as primeiras sinceras, rolaram pelo meu rosto, sendo sugadas pelo meu travesseiro. É provável que finalmente tenha terminado... A esperança, porém o desejo ainda me enche, à vontade de correr para ele e simplesmente observá-lo é enorme. Não faria isso por mais ninguém, creio eu. E quanto mais leio romances baratos e clichês, ele retorna em pensamento. Era leve com ele, e nesta forma de relação, ponho isto como necessidade. Com os outros sempre foi pesado, cansativo, sem graça. Então, era somente ele pra mim? Por enquanto sim. Forço-me a pensar que o amei somente como amigo, pois ele me fora o melhor de todos, amarei este sempre desta forma... É eterno. Ele era meu plano, agora desfeito e molhado pelas lágrimas que escorrem, porém puro e ao mesmo tempo mórbido, da minha parte.

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